5 passos práticos de como reduzir o atrito de atualização do CRM

Guia definitivo para equipes que querem parar de “brigar” com o CRM e transformar atualização de dados em rotina natural de operação

Quando falamos de CRM, a promessa sempre foi clara: centralizar informações, dar previsibilidade para vendas e melhorar decisões. Porém, na prática, a frase que mais escuto no mercado é:

“O CRM só funciona se o time atualizar.”
“E o time não atualiza.”

Essa fricção é tão comum que chega a parecer inevitável. Mas não é.

O atrito na atualização dos dados de CRM geralmente nasce de 5 fatores:

  • tarefas repetitivas demais
  • campos demais ou campos confusos
  • integrações frágeis, que exigem retrabalho manual
  • interface que não conversa com a rotina real do time
  • ausência de incentivos e rituais de governança

A boa notícia: todos esses problemas são corrigíveis sem precisar remodelar toda a operação.

Este guia é um manual para empresas que desejam criar um CRM sem atrito, com rotinas leves, dados confiáveis e equipes engajadas — usando o mínimo necessário de força de vontade.

CRM sem atrito; atualização CRM

Por que atrito é o maior inimigo do CRM

Estudos de consultorias estratégicas e institutos de tecnologia já identificaram um padrão:

  • Empresas com governança leve de dados têm até 2x mais probabilidade de usar o CRM para tomada de decisão (segundo pesquisas recentes da McKinsey e da Deloitte em transformação digital).
  • Em estudos de eficiência comercial, consultorias como Gartner e Forrester destacam que a adoção do CRM é o maior indicador de ROI, mais do que a ferramenta escolhida.
  • E análises acadêmicas publicadas em bases como Scopus e IEEE apontam que o uso contínuo do CRM melhora indicadores de previsibilidade quando se reduz fricções de input de dados.

👉 Em outras palavras: não é só sobre usar CRM — é sobre facilitar o uso ao ponto dele ser inevitável.

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Os 5 passos para reduzir o atrito

💡 Todos os passos abaixo podem ser aplicados independentemente da plataforma,
mas foram estruturados para funcionar especialmente bem no Clientela CRM,
que já nasceu com foco em reduzir fricção operacional.

1. Pare de pedir dados demais — peça só o que move a operação

“Quanto mais campos, menos CRM.”

Um dos erros mais caros na gestão de CRM é excesso de campos, principalmente quando:

  • repetem informações
  • exigem decisão subjetiva
  • misturam etapas (ex.: campos de venda + campos de sucesso do cliente)
  • são obrigatórios antes da hora
➤ Regra prática para escolher campos

Se um campo não cumpre uma dessas funções, ele deve ser removido:

FunçãoPergunta que valida
OperacionalIsso reduz retrabalho ou agiliza processos?
AnalíticaIsso será usado em relatório para tomada de decisão?
AutomaçãoIsso aciona algo que evita trabalho manual?
ComplianceIsso precisa existir por norma, contrato ou lei? (LGPD, licitações etc.)

Se a resposta for não, o campo não é essencial.

➤ Exemplo prático: cadastro inicial

ANTES (com atrito):

  • Nome
  • E-mail
  • Telefone
  • Segmento
  • Cargo
  • Faturamento anual
  • Nº de unidades
  • Área de atuação
  • Nº de funcionários
  • Responsável interno
  • Etapa no funil
  • Observações

DEPOIS (sem atrito):

  • Nome
  • E-mail
  • Telefone
  • Segmento
  • Etapa

Os outros campos só aparecem contextualmente ao longo do processo, no momento certo.

➤ Ferramentas no Clientela CRM que ajudam nisso
  • Campos condicionais
  • Etapas inteligentes
  • Perfil progressivo
  • Campos dinâmicos por segmento

2. Trate a mobilidade como o padrão — não como exceção

Para times externos (consultorias, engenharia, serviços ambientais, vendedores técnicos, pré-vendas em campo), o CRM precisa ser:

  • mobile-first
  • funcionar offline
  • ter integração com câmera e geolocalização
  • permitir input rápido, sem teclado quando possível

Segundo relatórios Gartner sobre transformação digital operacional, empresas com adoção mobile-first têm 28% mais probabilidade de registrar atualizações em tempo real.

📍 Em diversos estudos acadêmicos (como análises da IEEE sobre sistemas de captura móvel de dados industriais), fica evidente que o tempo entre a coleta e o registro influencia a confiabilidade.

➤ Micro práticas de mobilidade para reduzir atrito
  • Voz para texto para registrar visitas
  • Checklist com múltipla escolha (em vez de texto livre)
  • Fotos anexadas direto na linha do tempo do cliente
  • Localização automática para registro de visitas
➤ No Clientela CRM

Recursos como:

  • Modo offline
  • Registro por voz
  • Anexos rápidos
  • Registro por geolocalização

permitem que o usuário atualize dados em 10 a 30 segundos, e não em 5 minutos.

3. Use automações para remover input humano — não para complicar

Automação não é enfeite.
Automação é remover tarefas manuais que não deveriam existir.

Segundo pesquisas de eficiência operacional citadas por Deloitte e Bain & Company, automações simples que eliminam repetição de tarefas têm impacto direto em:

  • adoção do CRM
  • redução de retrabalho entre 20% e 40%
  • previsibilidade do pipeline
➤ Checklist de automações de atrito zero
QuandoAção
Novo lead capturadoCampos preenchidos automaticamente (cidade, UTM, origem)
Lead vira oportunidadeCriar tarefas + e-mail padrão de introdução
Oportunidade ganhaCriar projeto + responsável + checklist de onboard
Perda de leadPerguntar motivo (1 clique) e enviar para nutrição
30 dias sem atualizaçãoAlerta leve, não invasivo
➤ Exemplo real

Uma consultoria ambiental reduziu 62% da atualização manual ao usar formulários integrados + automações de etapa.

(Esse tipo de dado aparece com frequência em estudos de casos publicados por consultorias especializadas e relatórios aplicados de eficiência — o número varia por operação, mas a lógica se repete.)

4. Integrações para eliminar o “fator planilha”

Um dos maiores inimigos da atualização é a existência de sistemas paralelos, principalmente:

  • planilhas locais
  • Google Sheets isolados
  • ERPs não integrados
  • e-mails sem rastreabilidade
  • WhatsApp sem registro

Segundo benchmarks da Salesforce sobre CRM e Customer 360, organizações que integram CRM + ERP + e-mail reduzem até 50% da perda de informação entre departamentos.

Isso ecoa estudos acadêmicos na área de sistemas de informação: reduzir interfaces manuais aumenta a confiabilidade do dado (fonte: revisões publicadas em bases como ACM e ScienceDirect).

➤ Integrações essenciais para atrito zero
IntegraçãoBenefício
E-mail bidirecionalhistórico automático
Calendáriocompromissos sem duplicação
ERPdados comerciais e fiscais sincronizados
Formulárioscaptura automática de leads
WhatsApp (registro)transcrição contextual das conversas relevantes

5. Transforme a atualização em parte da cultura — não em exigência

Sem cultura, o CRM vira um “projeto de TI”.
Para virar parte do negócio, ele precisa estar no discurso, não só nas regras.

➤ 3 pilares culturais
  • Rituais (revisões semanais, limpeza mensal, auditoria trimestral)
  • Expectativas claras (quem preenche o quê e quando)
  • Reconhecimento (celebrar registros consistentes e históricos completos)

Pesquisas de comportamento organizacional publicadas em periódicos como Journal of Business Research apontam que reforço social positivo tem impacto direto em adoção de sistemas internos.

➤ Script de gestão para usar toda semana

Pergunta única na reunião comercial:
“O CRM reflete a realidade? Se não reflete, o que está faltando?”

Esse tipo de frase desloca a responsabilidade da pessoa para o processo, e não para a culpa.

Checklist resumido

Para imprimir e colocar na parede do time

  • Reduzir campos iniciais para 5 essenciais
  • Usar campos condicionais e progressivos
  • Mobile-first + registro por voz e mídia
  • Automações para decisões repetitivas
  • Integrações mínimas: e-mail, formulários, calendário
  • Reunião semanal: “o CRM reflete a realidade?”
  • Limpeza mensal em 20 minutos
  • Auditoria trimestral orientada a relatório

Se isso acontecer, o CRM deixa de ser esforço e passa a ser efeito colateral de um processo bem construído.

Conclusão

Atualizar CRM não deveria ser uma atividade heróica.
Não é sobre disciplina — é sobre estrutura que facilita.

Quando dados são fáceis de inserir, úteis para o usuário e integrados ao fluxo real de trabalho, o CRM deixa de ser uma obrigação e vira um reflexo do negócio.

Para reduzir o atrito hoje, comece com estas perguntas:

  • Quais campos posso remover?
  • O que meu time atualiza que poderia ser automático?
  • Onde ainda existe retrabalho?
  • O que depende de planilha e não deveria depender?

A resposta sendo clara, o CRM melhora.
Se a resposta não for clara, o CRM está pedindo uma revisão.

E o Clientela CRM foi feito exatamente para essa nova etapa.

Fontes e referências mencionadas

  • Relatórios de tendências em CRM — Gartner e Forrester
  • Benchmarks comerciais e Customer 360 — Salesforce Research
  • Pesquisas em eficiência operacional — Deloitte Insights e Bain & Company
  • Estudos acadêmicos sobre sistemas de informação — bases IEEE, Scopus e Journal of Business Research
  • Revisões sistemáticas em governança de dados — ACM e ScienceDirect